
Florianópolis não carrega apenas belas paisagens, mas também marcas de uma história que começou muito antes da cidade existir.
Em diferentes pontos da Ilha, é possível encontrar registros deixados por povos que habitaram a região há mais de cinco mil anos.
No bairro Sambaqui, os vestígios aparecem em forma de sambaquis, que são montes construídos com conchas, ossos de animais terrestres e marinhos, artefatos de pedra e até restos de fogueiras.
Revelando o modo de vida de antigas comunidades ligadas à pesca.
Na Praia dos Ingleses, o destaque é uma exposição a céu aberto conhecida como oficinas líticas.
A passarela que fica no Canto Sul da praia, leva os visitantes até um dos maiores conjuntos de polidores de pedra do litoral brasileiro, onde ferramentas eram produzidas e aperfeiçoadas ao longo de séculos.
Já no Santinho, surgem as famosas inscrições rupestres, que foram gravadas diretamente nas rochas há milhares de anos, elas apresentam figuras geométricas e formas que até hoje despertam dúvidas entre arqueólogos.
Não se sabe ao certo se tinham função religiosa, de comunicação ou de marcação territorial, mas são consideradas um dos mais antigos registros da presença humana na Ilha.
Esses registros também estão presentes em outros pontos de Florianópolis, como a Ilha do Campeche, que concentra centenas de inscrições, reforçando a importância da capital catarinense como um dos principais redutos arqueológicos do Brasil.
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Conforme Lei nº 10.199, a Prefeitura informa que a produção do conteúdo não teve custo e sua veiculação custou R$ 5.000,00.
