Com a nova reforma tributária, os novos IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) vão se somar ao Imposto de Renda. Serão atingidos os proprietários que:

1. Têm mais de 3 imóveis alugados e
2. ⁠Ganham mais de R$ 240 mil por ano com aluguel em 2026.

Os requisitos tem que ser cumulativos.

Tendo os dois, o proprietário já vai ter que pagar imposto a mais.

Caso eles repassem esse custo, os inquilinos vão acabar pagando mais, com aumentos acima da inflação.

Quem mais deve sentir são os investidores com muitos imóveis, os donos de aluguel por temporada e famílias que vivem só dessa renda.

Pra se ter ideia, um aluguel de R$ 2.500 pode subir para R$ 2.720,00 (cerca de R$ 220 a mais). Isso considerando a alíquota estimada de 8,7% da CBS e 0,1% do IBS, com os redutores aplicados.

Além disso, as locações por temporada serão afetadas, sendo equiparadas a serviços de hospedagem, como hotéis e pousadas.

Isso significa que, em vez da redução de 70%, a temporada terá redução de apenas 40%. Na prática, os imóveis de Airbnb e Booking, por exemplo, terão maior carga tributária.

O imposto vai ser um teste compensável com PIS/Cofins. A implementação vai ocorrer em 2027, quando o PIS/Cofins forem extintos.

Fonte: Lei Complementar nº 214/2025

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