A regulamentação de serviços de aplicativo, defendida pelo governo federal para o primeiro semestre de 2026, pode elevar os preços. Segundo um estudo do iFood, por exemplo, o preço das refeições em até 22%. A proposta, ligada à equipe do ministro Guilherme Boulos, prevê piso mínimo, seguro, previdência e novas formas de taxação, o que aumentaria os custos do delivery.

O PLP 152/2025 estabelece piso de R$ 8,50 por entrega, reajuste anual pela inflação, seguro obrigatório, contribuição previdenciária e limites para as taxas cobradas pelo iFood. Mesmo mantendo os entregadores como autônomos, o projeto amplia as obrigações das plataformas.

De acordo com o estudo do iFood, a mudança pode reduzir o volume de pedidos em até 40% e derrubar a renda dos entregadores em até 77%, caso os custos adicionais sejam repassados ao consumidor. A empresa afirma que o encarecimento do serviço tende a afetar restaurantes, trabalhadores e usuários.

A discussão se arrasta desde 2023 e deve ganhar força nos próximos meses, já que qualquer decisão impacta diretamente quem trabalha com delivery e quem usa o serviço no dia a dia.

A proposta de regulamentação também incide sobre serviços de transporte, como a Uber, que também afirma que o preço pode aumentar.

Fonte: Investi Brasil / Gazeta do Povo

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