
A Justiça de SC negou o pedido da Polícia Civil para a quebra de sigilo dos celulares dos suspeitos envolvidos no caso da morte do cão Orelha, em Floripa. Mesmo assim, a investigação seguiu.
“No tocante ao pedido de acesso aos dados armazenados em eventuais dispositivos eletrônicos apreendidos, a medida deve ser indeferida. Embora a autoridade policial sustente a utilidade dessa providência para aprofundar a apuração, verifica-se que os fatos narrados nos autos não foram praticados por meio telefônico ou por intermédio de comunicação digital, inexistindo, portanto, relação direta entre o conteúdo dos aparelhos e a materialidade dos supostos delitos”, escreveu a magistrada responsável por analisar os pedidos feitos à Vara Regional de Garantias da Comarca da Capital do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
“INDEFERE-SE o pedido de quebra do sigilo de dados dos dispositivos eventualmente apreendidos, ante a ausência de demonstração de imprescindibilidade da medida e de sua pertinência direta com os fatos investigados, sem prejuízo de renovação futura, desde que devidamente fundamentada e delimitada ao estrito necessário”, decidiu a magistrada. As informações são do Jornal Razão.
Nesta segunda (26), a polícia fez buscas em casas de familiares de dois adolescentes e apreendeu celulares e computadores. A expectativa é conseguir nova autorização judicial para acessar os dados.
Dois dos adolescentes suspeitos que estão sendo investigados, estão nos Estados Unidos. A Polícia Civil também apura possíveis ameaças a testemunhas e tentativa de acobertamento por adultos.
O delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, garantiu que o caso não ficará impune e que as investigações continuam.
Fonte: Jornal Razão
