Três famílias de adolescentes citados nas investigações sobre a morte do cachorro Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, divulgaram comunicados negando qualquer participação de seus filhos no crime.

Ao todo, quatro adolescentes são apontados como suspeitos, mas os familiares de três deles afirmam que os jovens não tiveram envolvimento nos maus-tratos.

Segundo as famílias, os adolescentes tiveram nomes e imagens expostos nas redes sociais sem provas, passando a sofrer ataques, ameaças e acusações públicas, caracterizadas como linchamento virtual.

Elas relatam ainda que vídeos e fotos estariam sendo associados de forma indevida ao caso e que dados pessoais de menores foram divulgados ilegalmente.

Apesar da defesa dos filhos, os familiares afirmam que também querem justiça para Orelha e repudiam qualquer forma de violência contra animais.

As famílias dizem estar colaborando com as autoridades e pedem cautela, responsabilidade e o fim de julgamentos precipitados nas redes sociais.

O Orelha era um cão comunitário da Brava, que foi esp4nc4do, ficou gravemente ferido e morreu.

A terceira família, que não colocamos a imagem, afirmou o seguinte:

“Nos últimos dias, nossa família tem vivido um pesadelo, um massacre nas redes sociais, a partir da acusação injusta e absurda de que nosso filho, teria participado de uma violência contra o cão Orelha. Queremos afirmar com toda a veemência que nosso filho não tem qualquer relação com esse fato, não participou e não colaborou de nenhuma forma para que ocorresse.

Muitas pessoas nos questionaram sobre os motivos de termos ficado em silêncio até agora. Mas é muito difícil se manifestar enquanto nas redes sociais e em parte da imprensa se espalham fragmetnos de vídeos indevidemante associados aos fatos e informações desconexas e não checada, que leva a interpretação equivocadas, julgamentos precipitados e reações violentas”.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *