
A NSC divulgou o laudo pericial realizado após a exumação do cão comunitário Orelha, que não identificou fraturas ou lesões ósseas atribuíveis a ação humana. O documento, elaborado pela Polícia Científica, também não determinou a causa da morte do animal, ocorrida no início de janeiro, na Praia Brava, em Florianópolis.
Segundo os peritos, todos os ossos foram minuciosamente examinados, inclusive o crânio — área onde havia suspeita de possível trauma. “Não foi constatada qualquer fratura ou lesão que pudesse ter sido causada por ação humana”, aponta o laudo divulgado pela NSC.
Apesar disso, os especialistas ressaltam que a ausência de fraturas não descarta a possibilidade de trauma contundente. Conforme a literatura técnica citada no documento, a maioria dos traumas cranianos não apresenta fraturas, mas ainda pode levar à morte. Assim, é considerada plausível a hipótese de que o animal tenha sofrido um impacto na cabeça e apresentado piora clínica progressiva.
A exumação foi realizada em 11 de fevereiro, mais de um mês após a morte. O corpo já estava em fase de esqueletização, o que comprometeu a análise de tecidos moles e órgãos, limitando conclusões mais precisas.
O procedimento foi solicitado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) como parte de 35 novas diligências para aprofundar as investigações.
Em 3 de fevereiro, a Polícia Civil concluiu que um adolescente teria sido o responsável pela morte de Orelha. Segundo a corporação, o animal teria sido atingido por uma pancada na cabeça, possivelmente com um chute ou objeto rígido, como pedaço de madeira ou garrafa.
O caso segue sob acompanhamento das autoridades.
Fonte: NSC
