A ANEEL, Agência Nacional de Energia Elétrica, é o órgão federal responsável por regular o setor elétrico no Brasil.
Nesta terça-feira (18), a agência anunciou o resultado da Revisão Tarifária Periódica da Celesc, com reajuste médio de 10,82% na conta de energia em Santa Catarina, que passa a valer a partir do dia 22 de agosto.
Vale destacar que esse reajuste não é feito pela Celesc, e sim repassado pela ANEEL a cada 5 anos. Sem os encargos setoriais e outros itens, o reajuste real seria de 1,61%.
O reajuste varia conforme o perfil de consumo. Clientes do Grupo B, que reúne residências, pequenos comércios e áreas rurais e representa 99,5% dos consumidores da Celesc, terão aumento de 9,26%. Já os clientes do Grupo A, formado por indústrias e grandes comércios, terão reajuste de 14,16%.
Esse reajuste acontece anualmente há um bom tempo, e nos últimos anos teve: 2019-2020, efeito acumulado de -2,79% (residencial), ou seja, a conta ficou mais barata nesse período; 2021, reajuste médio de 5,65% (residencial 5,19%); 2022, reajuste médio de 11,32%; 2023, reajuste médio de 2,3%; 2024, reajuste médio de 3,02%; 2025, reajuste médio de 13,53%; e 2026, reajuste médio de 10,82%.
Desde 2025, uma parte da conta de luz de todos os consumidores brasileiros é usada para bancar a isenção da tarifa de famílias de baixa renda, com base numa lei que ampliou a gratuidade da conta. O reforço rateado entre os demais consumidores foi de R$ 2,6 bilhões, elevando o custo total da tarifa social de R$ 7,8 bilhões em 2025 para R$ 10,4 bilhões em 2026.
O valor anunciado para a Celesc ficou abaixo da média dos reajustes já divulgados para outras distribuidoras do país.
Fonte: ANEEL

