FMG SOCIAL – Ações Sociais

Quando as enchentes atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024, o Floripa Mil Grau
entendeu que era preciso agir. Usamos a força da nossa comunidade para ajudar quem
realmente precisava, desde o primeiro momento colocando nossos canais à disposição para
informar, mobilizar e transformar engajamento em ajuda concreta para o povo gaúcho.
Além da mobilização digital, a ajuda também foi presencial. O Motora esteve no Rio Grande
do Sul acompanhando a situação e participando diretamente dos resgates, ajudando pessoas
que estavam ilhadas e em áreas de risco. Foi um trabalho feito no meio do caos, com
esforço físico, solidariedade e compromisso real com quem estava sofrendo.
Paralelamente, organizamos campanhas de arrecadação de donativos, reunindo alimentos,
roupas, itens de higiene e outros materiais essenciais. Tudo isso foi feito com
responsabilidade, buscando parceiros confiáveis e garantindo que as doações chegassem a
quem realmente precisava.
É nesse contexto que entra a Embaixada Mil Grau, um projeto criado para organizar e
potencializar ações sociais como essa. A Embaixada existe para transformar o alcance do
Floripa Mil Grau em impacto social, conectando seguidores, parceiros e voluntários em
momentos de emergência ou necessidade coletiva.
A Embaixada Mil Grau não é só uma campanha pontual. Ela é uma frente de ação que nasce
da nossa comunidade e volta para a comunidade. A ajuda ao Rio Grande do Sul foi uma das
ações mais marcantes, mostrando que quando a gente se une, consegue ir além do conteúdo e
realmente fazer a diferença na vida das pessoas.

Wilderson dos Santos Trindade, o Will do Churrasquinho do Will, é uma daquelas histórias
que emocionam e enchem o peito de esperança. Aos 26 anos, em 2020, Wilderson recebeu
um diagnóstico que mudou tudo: linfoma de Hodgkin. A partir dali, a vida virou uma batalha
diária.
Desde 2020, ele enfrentou 67 sessões de quimioterapia, passou por transplante de medula
óssea, internações longas e limitações físicas severas. Em um dos períodos mais críticos,
entre 2020 e 2022, Wilderson ficou três meses aguardando uma resposta da Defensoria
Pública sobre uma medicação de alto custo que precisava para continuar o tratamento. Os
médicos chegaram a emitir orientação de óbito, pedindo que a família preparasse os filhos
para a despedida.
No mesmo dia em que a família ouviu a pior notícia possível, veio também um sopro de
vida: o remédio de imunoterapia chegou, custeado pelo Estado. Um daqueles momentos que
mudam tudo.
O Floripa Mil Grau acompanha o Will desde 2022, quando a luta estava em seu auge.
Estivemos presentes quando a caminhada era pesada, quando a vitória ainda parecia distante.
E o tempo passou. Hoje, a história é outra.
Wilderson tem 30 anos e sua doença está estável. Já são 2 anos e meio sem câncer ativo.
Ele não precisa mais de quimioterapia, segue apenas com imunoterapia mensal. Em setembro
de 2024, viveu uma vitória simbólica: retirou o cateter central que o acompanhou por quase
5 anos.
Mesmo em meio a tudo isso, Will nunca deixou de sonhar. Acreditou na própria cura e
também que poderia dar uma vida melhor para sua família. Foi aí que nasceu o
Churrasquinho do Will, viabilizado com o apoio do Floripa Mil Grau. Com ajuda na
estrutura inicial e doação de espetinhos da Koetter Casa de Carnes, o carrinho abriu as portas
em outubro de 2024.
Entre consultas, imunoterapia, família e o hip hop, Wilderson segue reconstruindo a própria
história. Da cama do hospital ao carrinho de espetinhos. Da dor extrema à vontade de viver.
Wilderson não é definido pela doença, mas pela coragem de recomeçar todos os dias.

O caso começou com o roubo de um carro no Kobrasol, em São José, com crianças dentro
do veículo. Desde os primeiros momentos, o motoqueiro Adriano Antunes Morais percebeu a
gravidade da situação e decidiu agir. Ele tentou convencer o criminoso a libertar as crianças
e chegou a ser ameaçado com uma arma, mas não recuou.
Quando o carro fugiu, Adriano seguiu o veículo por conta própria, acompanhando toda a
movimentação pelas ruas até o momento em que uma das crianças foi finalmente deixada em
segurança. Sua presença constante ajudou a manter atenção sobre o caso e contribuiu
diretamente para o desfecho.
A atitude do motoqueiro rapidamente repercutiu em Floripa e na Grande Florianópolis,
gerando reconhecimento público. Autoridades reconheceram oficialmente o ato de coragem de
Adriano, que recebeu uma premiação pelo comportamento heroico e pela iniciativa de colocar
a própria vida em risco para proteger uma criança.
Adriano é natural de Bento Gonçalves, no RS, e mora em Floripa há mais de 10 anos,
trabalhando como entregador. Apesar do reconhecimento, ele enfrenta uma realidade dura.
Sua casa, no bairro Pantanal, é extremamente precária e chegou a quase desabar, o que
obrigou sua esposa e filha de 2 anos a retornarem para outro estado por falta de condições
de moradia.
Diante disso, o Floripa Mil Grau iniciou uma mobilização para ajudar Adriano a reconstruir a
própria casa e trazer a família de volta. A campanha foi um sucesso: arrecadou mais de 30
mil reais, além da doação de uma moto 0km para Adriano. As obras da nova casa já estão
em andamento, marcando um novo começo para ele e sua família

O cirurgião Dr. Guilherme Henrique Raulino Brasil é um médico bucomaxilofacial natural de
Palhoça que transformou a própria trajetória de vida em uma missão de ajudar pessoas em
situações de necessidade médica e social. Desde criança viveu com limitações financeiras,
ajudando a família com trabalhos como venda de picolés e pesca noturna, antes de conquistar
o sonho de se formar em medicina.
Com formação sólida e reconhecimento na área, o Dr. Raulino decidiu ir além da prática
clínica tradicional e fundou o Projeto Leuzinho, uma iniciativa de cirurgias corretivas e
reconstrutivas gratuitas para pessoas com paralisias faciais, neurofibromatose e outras
anomalias que ficam anos nas filas do SUS ou não têm condições financeiras para arcar com
tratamentos complexos.
O Projeto Leuzinho já atendeu centenas de pacientes em situação de vulnerabilidade,
devolvendo saúde e autoestima a quem sofria com deformidades que mudavam a vida social
e emocional dessas pessoas.
Foi nesse contexto que o Floripa Mil Grau entrou em parceria com o Dr. Guilherme Raulino
para ampliar o alcance desse projeto e dar visibilidade às pessoas que precisam dessas
cirurgias. Desde o início da colaboração, o Floripa Mil Grau tem utilizado sua rede de
alcance nas redes sociais para divulgar o projeto, facilitar o contato com quem precisa de
ajuda e atrair suporte da comunidade para que mais vidas possam ser transformadas.
A parceria foi oficializada porque o projeto se encaixa diretamente no objetivo social que o
Floripa Mil Grau vem consolidando: cobrir causas que realmente impactam vidas, melhorar a
autoestima e dar oportunidades concretas de recomeço. Graças a essa união, pessoas com
deformidades faciais puderam ser avaliadas e operadas sem custo, muitas vezes com espera
muito reduzida em relação às filas públicas tradicionais. Famílias que não tinham recursos
para custear tratamentos complexos ganharam esperança e solução.

Durante a pandemia de Covid-19, em um dos momentos mais críticos da história recente, o
Floripa Mil Grau atuou para transformar urgência em proteção. A iniciativa surgiu da
necessidade imediata: médicos, enfermeiros, técnicos e demais trabalhadores da saúde
estavam diariamente expostos ao vírus, muitas vezes sem EPIs suficientes para garantir a
própria segurança.
O Face Shield passou a ser uma ferramenta essencial como equipamento complementar,
funcionando como um escudo de proteção do rosto, reduzindo a circulação de gotículas e a
possibilidade de contaminação de ambientes. Importante destacar que ele não substitui
máscaras individuais, mas atua como uma barreira adicional de proteção.
As máscaras produzidas pelo projeto eram resistentes, feitas de acrílico ou material
semelhante ao de garrafas PET. Parte das peças era fabricada por impressoras 3D e,
posteriormente, passava por processos de corte e montagem manual. A Stecanela entrou com
a verba inicial, possibilitando a compra dos primeiros materiais e o início da produção,
enquanto o Floripa Mil Grau mobilizou sua audiência para ampliar o alcance da ação.
Além do apoio inicial da empresa, o projeto passou a contar com a doação popular,
permitindo que qualquer pessoa contribuísse com qualquer valor. Todo o dinheiro arrecadado
foi destinado à compra de materiais e à aquisição de novas impressoras 3D, ampliando a
capacidade de produção. A prestação de contas foi feita de forma transparente por meio do
site do Floripa Mil Grau, reforçando a seriedade e a credibilidade da iniciativa.
Como resultado dessa mobilização coletiva, centenas de Face Shields foram produzidas e
entregues, incluindo doações ao HEMOSC e a diversas unidades da rede pública de saúde da
Grande Florianópolis e do Estado de Santa Catarina. O projeto também organizou um sistema
de cadastro para unidades de saúde que precisavam receber os EPIs, garantindo que as
doações chegassem a quem realmente estava na linha de frente.
Mais do que a entrega dos equipamentos, o Floripa Viva 3D simbolizou um posicionamento
claro: em tempos de crise, era preciso agir. O Floripa Mil Grau utilizou seu alcance para
mobilizar a sociedade, conectar empresas, voluntários e profissionais da saúde, transformando
engajamento em impacto real. A relevância dessa atuação foi reconhecida oficialmente, e o
Floripa Mil Grau foi premiado na Câmara pelo trabalho realizado durante a pandemia.

O caso da Daiane Barcelos marcou profundamente milhares de pessoas em Floripa. A luta
nunca foi por ela, mas por sua filha, Nicole, de 5 anos, que sofre com crises severas e
depende do canabidiol como parte essencial do tratamento para ter estabilidade e qualidade
de vida. Nicole é autista, epiléptica e não verbal, e qualquer interrupção no tratamento
representa um risco real à sua saúde.
Antes da solução chegar, a situação atingiu um nível extremo. O desespero diante da dor da
filha, a falta de respostas do sistema, o alto custo do medicamento e a sensação de abandono
levaram Daiane a um limite emocional profundo. Em um momento de total exaustão, ela
chegou a pensar em tirar a própria vida.
Muita gente lembrou da Daiane por um motivo diferente. Meses antes, ela havia sido
conhecida como um verdadeiro anjo na BR-101, ao parar para ajudar um casal após um
grave acidente próximo ao Continente Shopping. Bombeira civil, Daiane não hesitou em agir,
mesmo estando a caminho de buscar a filha na creche.
Segundo o relato enviado ao Floripa Mil Grau, o socorro demorou cerca de 50 a 60 minutos
para chegar. Durante todo esse tempo, Daiane permaneceu ao lado da vítima, protegendo a
cervical, acalmando, orientando exercícios de respiração e ajudando na sinalização da pista.
Mesmo com frio, tirou o próprio casaco para cobrir o homem, que estava deitado no chão
com dores intensas. Sua presença trouxe calma quando tudo era medo.
A mulher que salvou vidas na estrada agora precisava de ajuda dentro da própria casa.
Segundo Daiane, após uma longa batalha judicial, o Estado de Santa Catarina havia sido
obrigado a fornecer o canabidiol, medicamento que custa cerca de R$ 2 mil por mês. Porém,
desde abril, esse direito foi interrompido. Sem condições financeiras de bancar o remédio
importado, o quadro de Nicole começou a se agravar novamente.
Diante disso, Daiane abriu uma campanha emergencial para tentar manter o tratamento da
f
ilha. O Floripa Mil Grau deu visibilidade ao caso, mostrando a realidade de uma mãe que só
queria garantir o direito da filha viver sem sofrimento. A história viralizou por Floripa e pela
Grande Florianópolis, chamando atenção não apenas para aquele caso específico, mas para
tantas outras famílias que enfrentam a mesma luta.
Dessa mobilização nasceu o projeto Mãe Leoa, criado para representar mães que precisam
lutar pelos filhos, muitas vezes sozinhas, sem apoio e sem respostas. O projeto se tornou
símbolo de resistência, amor e sobrevivência, dando voz a quem antes só chorava no
silêncio.
Com a repercussão, a pressão aumentou e a causa ganhou força. Muita gente ajudou, uma
empresa se mobilizou e, finalmente, o tratamento foi garantido. Nicole voltou a receber o
canabidiol, o quadro clínico melhorou e a criança recuperou qualidade de vida. Depois que
tudo deu certo, Daiane fez questão de ir pessoalmente até o Floripa Mil Grau, acompanhada
da filha já bem, para agradecer.
O caso da Daiane não foi apenas uma história que viralizou. Ele mostrou como a
comunicação pode salvar vidas, como a visibilidade pode virar ação concreta e como uma
mãe, quando encontra apoio, pode transformar dor em força.

Recentemente, o Floripa Mil Grau iniciou uma parceria com o Protetor Paulo, fortalecendo
uma atuação que já vinha sendo feita há anos na linha de frente da proteção animal. A união
surgiu a partir de um episódio que gerou grande repercussão: o caso Orelha.
O caso escancarou a realidade de maus-tratos que muitos animais enfrentam diariamente e
trouxe visibilidade para um problema que vai muito além de um único episódio. A partir
dessa situação, o Floripa Mil Grau passou a acompanhar mais de perto o trabalho do Protetor
Paulo e entendeu que não se tratava apenas de uma ação pontual, mas de uma causa urgente
e contínua.
O Protetor Paulo atua diretamente no resgate de cães em situação extrema de abandono,
violência e negligência. Seu trabalho envolve denúncias, acolhimento, tratamento veterinário,
reabilitação e a busca por lares responsáveis. Grande parte dessa atuação acontece com
recursos limitados e enfrentando diariamente a burocracia e a lentidão do sistema.
A parceria tem como objetivo somar forças. Enquanto o Protetor Paulo segue fazendo o
trabalho de campo, o Floripa Mil Grau contribui com visibilidade, mobilização e pressão
pública, ajudando a dar voz aos animais que não conseguem se defender sozinhos. Com isso,
mais casos passaram a ser conhecidos, mais resgates foram viabilizados e mais pessoas se
envolveram na causa.
O caso Orelha foi o ponto de partida dessa aproximação, mas a parceria vai além de um
único episódio. Ela representa um compromisso contínuo com a proteção animal e com a
responsabilidade social de não ignorar situações de crueldade. A união entre o Floripa Mil
Grau e o Protetor Paulo reforça a importância de transformar indignação em ação concreta,
mostrando que visibilidade, quando bem direcionada, pode gerar impacto real e salvar vidas.