A líder opositora venezuelana María Corina Machado, de 58 anos, foi anunciada nesta sexta-feira (10) como vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, por seu “incansável trabalho pela promoção dos direitos democráticos do povo venezuelano”.

A premiação acontece em meio a uma das fases mais críticas da história da Venezuela. Hoje, 70% da população vive na pobreza, e cerca de 40% em situação de pobreza extrema, segundo dados de organismos internacionais.

O país enfrenta escassez, repressão política e uma crise humanitária que já levou mais de 7 milhões de venezuelanos a deixarem o país — sendo mais de 270 mil vivendo no Brasil, e cerca de 49 mil registrados em Santa Catarina, conforme dados da Justiça Federal e do IBGE.

O ditador Nicolás Maduro, que está no poder há 12 anos, foi reconhecido internacionalmente como chefe do cartel de Los Soles, organização ligada ao narcotráfico. Mesmo após perder as últimas eleições, ele mantém o controle do governo sob denúncias de fraude e perseguição a opositores.

María Corina, engenheira e fundadora da ONG Súmate, tornou-se símbolo de resistência democrática. Mesmo proibida de concorrer nas eleições de 2024, liderou a oposição e apoiou o candidato Edmundo González Urrutia. O Comitê Norueguês afirmou que ela “mostrou que as ferramentas da democracia também são as ferramentas da paz”.

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