
A treta começou depois que Gilmar Mendes decidiu que pedidos de impeachment contra ministros do STF só podem chegar ao Supremo se vierem da PGR. Nada de cidadão, nada de parlamentares, nada de pressão popular. Isso gerou reação imediata no debate público, e a análise da Globonews foi direta ao ponto. Os comentaristas puxaram o texto da própria Constituição. Todo poder emana do povo. E quando uma decisão monocrática tira do povo o poder de provocar uma denúncia, a sensação é de que a porta da fiscalização fecha e só entra quem já está dentro do sistema.
O que rolou na análise da emissora deixou claro o clima do momento. Eles apontaram que, do jeito que está, o parágrafo que garante o poder popular fica praticamente revogado na prática. A discussão foi firme. Se o cidadão não pode nem participar do processo, a blindagem aumenta. E isso acontece justamente num cenário em que o país discute limites, transparência e responsabilidades entre poderes. Junta tudo isso e o resultado é simples. O topo fica cada vez mais protegido, enquanto a base continua cumprindo regra sem chance de questionar.
Pra Floripa, SC e o resto do Brasil, isso não é papo distante. Quando decisões assim avançam, quem sente é o povo que depende de estrutura funcionando, processos rápidos e fiscalização real. Se a máquina pública vira um clube fechado onde poucos decidem tudo, a vida da raça complica. Obras travam, serviços demoram, decisões importantes ficam na mão de um círculo cada vez menor. E o recado da análise é justamente esse. Se todo poder emana do povo, qualquer movimento que afaste o cidadão desse processo mexe direto com a confiança no sistema e com o futuro de quem tá na ponta.
Imagem: Andressa Anholete/SCO/STF
