
A Polícia Civil concluiu o inquérito contra Suelem Damasceno da Silva, que se passava por biomédica em São José e teria deformado mais de 30 pacientes com procedimentos estéticos. Ela vai responder por quatro crimes. O caso foi finalizado na segunda feira 8 e segue para o TJ de SC.
Segundo a investigação, Suelem se apresentava como doutora nas redes sociais, mas não tinha qualquer formação na área. Mesmo assim, seguia atendendo e cobrando por preenchimentos, harmonização facial e outros procedimentos. Ela responde em liberdade.
O Floripa Mil Grau foi um dos primeiros canais a divulgar o caso, que veio à tona em 25 de julho, quando um grupo de mulheres denunciou resultados aterrorizantes, como lábios deformados e infecções graves. A técnica de enfermagem Giezica Müller, de 32 anos, chegou a ser internada após um preenchimento nos glúteos.
Ao todo, 14 pessoas registraram boletim de ocorrência. Treze seguiram com a representação, e por isso Suelem será indiciada por: exercício ilegal da profissão, cr1me contra as relações de consumo, estelionato 13 vezes, lesão corporal grave e lesão corporal leve em cinco pacientes.
Segundo o Código Penal, a soma máxima teórica das penas aplicáveis ultrapassa 80 anos de reclusão, considerando todos os crimes apontados no inquérito. Na prática, porém, a lei brasileira limita o tempo máximo de cumprimento a 40 anos.
Em depoimento, ela alegou que fazia os procedimentos como estágio, porque cursaria biomedicina a distância e não teria acesso às cadeiras práticas. As vítimas negaram ter sido informadas disso. Exames oficiais confirmaram lesões graves em uma paciente e lesões leves em outras cinco.
O Conselho Regional de Biomedicina reforçou que Suelem não possui registro profissional. A defesa dela ainda não se manifestou.
Fonte: ND Mais
