O vaivém na Justiça sobre a Barragem Norte de José Boiteux voltou a travar uma obra que já deveria ter avançado há meses.
No fim do prazo para a comunidade indígena deixar o local, o TRF4 reverteu a decisão da Justiça Federal e liberou as famílias Laklãnõ/Xokleng para continuar na área.
É a segunda vez que a Justiça muda de posição no mesmo processo. Cada nova decisão empurra o problema pra frente e deixa o Estado sem previsão nenhuma para retomar os trabalhos.
As obras de segurança da barragem, orçadas em R$ 10 milhões, seguem paradas desde julho. É a maior barragem de Santa Catarina, e o processo ainda registra trabalhadores intimidados perto da Aldeia Pipatol, o que mostra o tamanho do impasse.
A Procuradoria-Geral do Estado já entrou com pedido de reconsideração, alegando que a manutenção da estrutura não pode esperar. Segurança de barragem não é algo que se resolve com liminares indo e voltando.
Enquanto a briga judicial continua, quem paga a conta é a obra que deveria estar garantindo a segurança de toda a região no entorno da barragem.

