Santa Catarina fez pela primeira vez o transporte de uma bolsa de sangue raro dentro da cabine de um avião comercial.
A bolsa saiu de Florianópolis em 10 de outubro e foi levada a um paciente de Juiz de Fora, em Minas Gerais, que precisava de transfusão urgente. Foi o terceiro envio desse tipo no Brasil.
O pedido chegou ao Hemosc, o hemocentro catarinense, com um tipo sanguíneo extremamente incomum, o fenótipo Js(b-). No estado, havia só um doador registrado com essa tipagem. Ele mora em Joinville e, ao ser procurado, topou doar no dia seguinte.
Com a coleta feita, a equipe priorizou testes e validações e preparou a bolsa para a viagem. O sangue precisa ficar entre 1 °C e 10 °C no trajeto, e foi levado em embalagem própria, com controle rigoroso de temperatura.
O diferencial é levar a bolsa na cabine, e não como carga, o que evita atrasos e pode ser decisivo para quem espera por sangue raro. A possibilidade surgiu de um acordo entre a Anac e as companhias aéreas, fechado em meados de 2025, que permite o transporte gratuito.
A busca também usou o Cadastro Nacional de Sangue Raro, criado em 2013. Na ocasião, havia dez doadores registrados com o tipo procurado, e só quatro estavam confirmados. Hoje o cadastro tem 2.032 doadores e já ajudou mais de 300 pacientes.
Um perfil de sangue é considerado raro quando aparece em menos de uma pessoa a cada mil testadas. Por isso, manter o cadastro atualizado faz toda a diferença.
Parabéns à equipe do Hemosc, que mostrou agilidade, cuidado e compromisso numa operação que pode salvar uma vida.
Imagem ilustrativa gerada por IA.
Fonte: SECOM GOVSC




