A manezinha Ana Paula Zapelini de Melo, doutora em Ciência dos Alimentos pela UFSC, ficou em 13º lugar na lista das Mulheres Mais Poderosas do Agro, divulgada pela revista Forbes.
Ela chegou lá com uma ideia tão criativa quanto simples. Ana Paula adaptou uma máquina de café expresso para detectar derivados de petróleo em peixes e frutos do mar.
A pesquisa começou no doutorado, depois do derramamento de óleo que atingiu o litoral brasileiro em 2019. O truque é o mesmo do cafezinho: a máquina usa pressão e temperatura altas para passar água pelo pó. No laboratório, esse processo serve para tirar as substâncias químicas da amostra.
O método foi validado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e pela União Europeia. Assim virou o primeiro protocolo oficial do Brasil para monitorar esse tipo de contaminação no pescado.
Hoje Ana Paula faz pós-doutorado na UFSC e já coleciona prêmios. Entre eles estão o Prêmio Capes de Tese, conhecido como o “Oscar da pesquisa”, o título de Pesquisadora Destaque 2024 na Brazil Conference, em Harvard, e um lugar na lista Innovators Under 35 Brasil, da MIT Technology Review.




